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Operadora de saúde aposta em médico virtual


Maior operadora de saúde do país, com 4 milhões de clientes, lança opção de consulta por videoconferência, visando garantir mais eficiência para toda a estrutura operacional.

De um lado, clientes com dificuldade – por falta de tempo ou pelo deslocamento – para se consultar com um médico. Do outro, balcão, clínicas, hospitais e operadoras de saúde perdem rios de dinheiro por ausências não comunicadas previamente por seus pacientes.


Esse nó de ineficiência do sistema privado de saúde pode começar a ser desatado a partir de hoje, com o lançamento de novo canal de atendimento da Amil.

A maior operadora de planos de saúde do país, com mais de 4 milhões de clientes, vai oferecer – inicialmente, para 180 mil pessoas – alternativa de atendimento médico por videoconferência. A novidade estará disponível 24 horas, via aplicativo, sete dias por semana.


O plano-piloto será direcionado para os segurados da linha premium Amil One, mas a expectativa é expandir o serviço de acordo com a demanda e com os resultados dessa primeira fase de implementação, segundo o presidente do UnitedHealth Group Brasil, controlador da Amil, Claudio Lottenberg. “Muito além da lógica econômica e financeira, queremos colaborar para que o sistema de saúde no Brasil possa funcionar melhor”, afirma o executivo. “A transparência do mundo digital exige de nós inovação e criatividade.”


Ainda pouco difundido no Brasil, o atendimento médico virtual é um canal que já funciona em países como Israel e Estados Unidos. Tanto é que o novo serviço da Amil seguirá protocolos de atendimento internacionalmente reconhecidos e será operado pela equipe do renomado Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. “Não estamos lançando nenhum modismo ou algo que seja temporário. O sucesso do teleatendimento ajudará na mudança cultural, com mais eficiência para toda a estrutura operacional”, diz Lottenberg.


Embora ainda não existam números para certificar a eficácia do médico virtual, algumas experiências internacionais sugerem que o sistema tem funcionado bem. De acordo com Lottenberg, houve, em Israel, um exemplo de redução de 70% na procura por pediatras em pronto-socorro após a implementação da consulta remota. “Muitos pacientes buscam um médico em pronto-atendimento por falta de outras opções. É exatamente nisso que vamos trabalhar, ao oferecer aos clientes mais uma opção de consulta ou de retorno.”


TRANSFORMAÇÃO


De acordo com a operadora, a expectativa é atender casos comuns – como gripe, resfriado, tosse, dor de garganta, dor de barriga, diarreia, náusea, cólica menstrual, alergia, dor nas costas, ardor nos olhos e dor de cabeça – e de baixa complexidade, que podem ser tratados remotamente com facilidade. O médico poderá orientar o paciente a buscar atendimento presencial, se necessário.


Na avaliação da Amil, o atendimento virtual é uma tendência que ampliará o acesso ao sistema de saúde e trará grande conveniência ao cliente, evitando deslocamentos e facilitando o atendimento em caso de viagens pelo Brasil, por exemplo. “Queremos posicionar a Amil na dianteira da transformação digital na saúde, ao mesmo tempo em que reforçamos nossa relação de valor com o beneficiário, ao proporcionar atendimento de qualidade e na forma que lhe for mais conveniente”, complementa Lottenberg.


O atendimento estará disponível no aplicativo da operadora, o Amil Clientes, e ocorrerá, segundo a empresa, dentro de rigorosos padrões de privacidade e segurança. “Nosso objetivo é gerar mais comodidade aos beneficiários, reforçando nossos canais de acesso ao sistema de saúde e proporcionando melhor experiência, de maneira complementar”, explica Claudio Lottenberg.

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